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IDOSOS BEM NUTRIDOS

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Por Isabelle Lindote
redatora@bemleve.com.br


O tempo passa, a pele fica diferente, o vigor físico não é mais o mesmo e os cabelos apresentam os primeiros fios brancos. Esse é o início das mudanças que sentimos quando envelhecemos, que são muitos mais profundas do que se pode imaginar. O metabolismo desacelera e os problemas de saúde ficam mais comuns, por isso a necessidade de ter atenção redobrada com a alimentação.

O olfato, o paladar e a visão diminuem, podendo prejudicar o preparo ou a escolha dos alimentos. Problemas de dentição também são comuns, o que altera o modo de cozinhar carnes, que devem ser mais amolecidas, preferencialmente em molhos ou caldos, que facilitam a mastigação. "É muito importante que o idoso faça uma consulta trimestral com um nutricionista, para que sejam calculadas suas necessidades diárias. Elas levam em conta a faixa etária, a atividade física diária, o sexo e outros fatores, como doenças existentes e uso de medicamentos de uso contínuo", explica a nutricionista Patrícia Leite, da Consultoria Sprim Brasil.

Claro que não é motivo para parar as atividades: a idéia de uma pessoa de 65 anos aposentada e fazendo tricô é totalmente ultrapassada. Os idosos de hoje são ativos, pois a expectativa de vida aumentou e os recursos para manter a saúde e vitalidade foram ampliados. Mas saber a forma correta de alimentar-se faz toda a diferença entre uma pessoa sadia até o fim da vida e outra que sente os efeitos do tempo.

"Com a idade, ocorrem algumas modificações na composição corporal, como o aumento do tecido adiposo gordura) e diminuição da massa magra (músculo). Como o tecido muscular é metabolicamente mais ativo que o de gordura, quanto mais massa muscular se tem, maior é o gasto energético", afirma a Patrícia Leite. "Acredita-se que devido às alterações nos padrões de atividade física, que tendem a diminuir, haja uma diminuição do metabolismo, diminuindo também as necessidades nutricionais". A mulher deve estar mais atenta à alimentação a partir dos 40 anos, quando a menopausa, que é o resultado da diminuição dos níveis de estrogênio, pode aparecer, podendo desencadear o processo da osteoporose.

Por conta desse quadro, os idosos devem ter uma alimentação orientada por um profissional competente. Alguns nutrientes como a vitamina B12, o ácido fólico, o ferro, a vitamina A e a vitamina C, por exemplo, precisam de reforço. "É comum que ocorra intolerância à glicose, por isso eles devem evitar o excesso de açúcares simples e aumentar o consumo de fibras e de alimentos integrais", informa. "Além disso, é comum que ocorram casos de osteopenia (diminuição da massa óssea), podendo levar até a osteoporose. Para prevenir ou melhorar tais condições, é recomendado o consumo adequado de cálcio e exposição moderada ao sol". Outra queixa muito comum é também de constipação intestinal, que pode ser evitada com mais ingestão de líquidos e alimentos fontes de fibra, como verduras, legumes e cereais integrais.

Os parentes podem ajudar fazendo companhia ao idoso durante o horário das refeições ou ajudando a preparar a alimentação. Em alguns casos, em que o idoso ainda é capaz de cozinhar e realizar pequenos afazeres da casa, pode-se até mesmo pedir para que ele cozinhe, para que ele se sinta valorizado. Outra opção é restabelecer o ritual das refeições, com o hábito de se sentar à mesa e criar horários pré-determinados. Essas atitudes simples muitas vezes ajudam muito estimulando a alimentação dos idosos.

Mais informações:
Sprim Brasil
Consultoria em Saúde e Nutrição
Gávea - Rio de Janeiro
(21) 3206-7355

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