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Tema: saude menopausa

DIA MUNDIAL DA MENOPAUSA

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Por Isabelle Lindote
isabelle@bemleve.com.br


Durante a adolescência, transição entre a infância e a fase adulta, a mulher passa por diversas transformações. Pêlos, seios e menstruação são as mudanças físicas mais visíveis, mas o lado emocional também amadurece. A partir da menopausa que, diferentemente do que muitas pensam, caracteriza-se pelo cessar do ciclo menstrual, a mulher entra em outra fase também muito delicada: o climatério.

"É comum encontrar mulheres deprimidas ou com baixa auto-estima na menopausa. Elas tendem a se sentir inseguras quanto à beleza e não se sentem desejadas pelo parceiro", comenta Mara Pusch, psicóloga do Projeto Afrodite, programa de atendimento multidisciplinar do Ambulatório de Sexualidade no Climatério da UNIFESP e que tem o apoio da Bayer Schering Pharma, divisão da Bayer HealthCare. Segundo dados do IBGE, das 86 milhões de mulheres brasileiras cerca de 23,5 milhões estão com 50 anos de idade ou mais.

Os principais sintomas da menopausa são fogachos (calores intensos), sudorese, alterações de humor e irritabilidade, além das disfunções sexuais como alteração da libido (desejo), da excitação e do orgasmo. Segundo levantamento do Projeto Afrodite entre março de 2005 e setembro de 2007, 60% das mulheres que estavam na menopausa relacionaram as queixas sexuais com a chegada do climatério. "A disfunção pode ser causada pela redução hormonal que diminui a lubrificação vaginal, gerando dor e dificuldade no ato sexual", comenta Carolina Ambrogini, ginecologista do Projeto Afrodite. Do total de 250 pacientes atendidas no período, 65% tinham idade entre 45 e 65 anos e 7% estavam com mais de 65 anos. Cerca de 90% eram casadas ou tinham parceria fixa e 10% não tinham parceiro. As principais queixas sexuais foram diminuição do desejo sexual (68%), diminuição de lubrificação e dor na relação (17%) e ausência de orgasmo (15%).

Com os avanços da medicina e o trabalho de uma equipe multidisciplinar é possível proporcionar bem-estar e resgatar a auto-estima das mulheres durante a menopausa. O Projeto Afrodite nasceu em 2005 com o objetivo de trabalhar a sexualidade e a qualidade de vida das mulheres tratadas na Casa do Climatério. As pacientes são avaliadas por médicos, psicólogos e fisioterapeutas e passam por diversos tratamentos: reposição hormonal, terapia de grupo, terapia de casal, entre outras atividades. "Para melhorar a sexualidade de uma mulher é preciso trabalhar a questão do envelhecimento do corpo, a auto-estima, os relacionamentos. Além disso, precisamos analisar como esta mulher encara outras áreas da vida", explica a psicóloga. "A terapia em grupo me fez muito bem, pois vi que os meus problemas eram semelhantes ao de outras mulheres e que eu não era a única, comenta a farmacêutica Lucia Teixeira de Carvalho, 55 anos, paciente do Projeto.

Viva melhor

Aprenda a gostar de si, mesmo com o novo peso, com a nova textura de pele ou com a cor grisalha dos cabelos, ame-se incondicionalmente. Admire-se muito, acostume-se com sua imagem.

Pratique exercícios físicos, pode ser caminhar com as amigas, aprender uma dança de salão ou praticar hidroginástica, pois além de controlar o peso, o exercício é um antidepressivo natural, que produz a sensação de bem estar, e conseqüentemente melhora a oscilação de humor, além de ser um ótimo local para se fazer novas amizades.

Realize atividades que aliviem o stress, é um ótimo momento para se inscrever num curso de pintura ou jardinagem ou quem sabe fazer yoga; o mais importante é que seja uma atividade prazerosa.

Tenha objetivo, dê prazos para realizações, seja uma viagem para conhecer um lugar novo ou até mesmo ir ao cinema ver aquele filme que te chamou atenção.

Cultive as amizades, tenha vida social, não se tranque em casa.

Namore, sem ter vergonha de sua idade, aproveite para se sentir amada e desejada, e é claro, para curtir sua vida sexual, sem preconceitos.

Lembre-se: a menopausa não deve ser encarada como uma barreira e sim como uma das fases da vida da mulher, e se existem tratamentos que amenizem os sintomas porque não lançar mão deles?

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