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BARRIGUINHA DE EXCESSOS

Antes de ler o artigo, que tal testar seus conhecimentos no quiz: Sem chance para a flacidez - Você proteger sua pele dela?

Quando você come um doce, a sensação é de que ele vai se instalar diretamente como um pneuzinho na sua barriga, não é mesmo? Essa sensação se reflete na forma física de muitas pessoas que sentem quando estão acima do peso somente quando a calça aperta. Quantas pessoas conhecemos que parecem magras mas têm aquela barriguinha que pode detonar a saúde sem que se perceba?

Nos homens, a tendência é que a gordura se deposite no abdômen, fazendo com que eles acumulem a famosa barriga de chopp. Os hormônios femininos fazem com que as mulheres acumulem gordura no quadril e na cintura, gerando os culotes e o pneuzinhos desagradáveis, fazendo com que surja também a celulite. Como se não bastasse, as mulheres ainda têm uma tendência natural a retenção de líquidos e prisão de ventre, o que pode dilatar a barriga.

O ideal de beleza que povoa a mente do inconsciente coletiva determina que o homem seja levemente musculoso e, claro, sem barriga. Com as mulheres, a cobrança também é forte, pode ser vista na TV e nas capas de revistas: cintura fina, quadril com bumbum proeminente, seios fartos. E em busca desta forma física perfeita, muitas pessoas esbarram na realidade da barriga saliente (e insistente) que não se rende aos exercícios e a dieta balanceada.

Muito mais que estética

Pensar em eliminar a barriga apenas para melhorar a aparência é fechar os olhos para a realidade. O acúmulo de gordura na região abdominal é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas e aumenta em 3,5 vezes as chance de infarto do miocárdio. Os médicos do Colégio Americano de Cardiologia defendem que além de medir o Índice de Massa Corporal (IMC), seja medida também a circunferência da barriga das pessoas. Homens com mais de 100 centímetros de abdômen e mulheres com mais de 88 centímetros têm mais chances de sofrer um infarto.

Infelizmente, milagres não existem. É preciso aliar uma alimentação equilibrada aos exercícios aeróbicos (caminhada, corrida) e anaeróbicos (abdominais, musculação) à uma preocupação em alinhar a postura, o que serve principalmente para quem passa muito tempo sentado.

Abuse dos alimentos ricos em fibra e água, que ajudam a regular o trânsito instestinal, evitando o estufamento da região. Evite bebidas gaseificadas que dilatam o estômago e dificultam a digestão e, à noite, fuja dos alimentos que fermentam como pão e feijão. As frutas, legumes e verduras, principalmente as verde-escuras, são grandes aliados da barriga lisinha e estão liberados.

Saiba mais: OPINIÃO DE ESPECIALISTA

Por Isabelle Lindote

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