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ArtigosTema: emagrecimento emagrecer dieta
ANSIOSA, EU?!
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Por Isabelle Lindote isabelle@bemleve.com.br Um dos maiores problemas de quem faz dieta é a vontade de ver o ponteiro da balança descer a jato. Mesmo que os quilos tenham sido adquiridos por meses ou anos, o desejo de emagrecer deve ter resultados o mais rápido possível. Mas quem já fez reeducação alimentar sabe que essa proporção nem sempre é justa: muitas vezes ganhamos peso mais rápido do que perdemos. Essa situação é responsável pela maioria dos abandonos das dietas, o que gera efeito sanfona, danos à saúde e acúmulo de mais gordura. A vilã nessa história toda é a ansiedade. Mudar hábitos alimentares exige dedicação, disciplina e muita força de vontade. Afinal, os alimentos gordurosos e açucarados continuarão existindo: quem deve dizer não a eles é você. Junta-se a isso o fato de que a vida não se restringe à dieta. Problemas familiares, estresse no trabalho e contas a pagar são exemplos de preocupações que podem interferir na hora de escolher o que colocar no prato. Infelizmente, a comida acaba sendo um refúgio, tanto nos momentos tristes quanto nos felizes, porque traz conforto imediato. “A pessoa que precisa emagrecer não está acima do peso porque é ansiosa. Acontece que a maioria dessas pessoas não tem uma boa relação com a comida. Elas procuram se alimentar para suprir uma carência ou amenizar uma preocupação do dia-a-dia”, explica a psicóloga Simone Freitas. “Se elas se frustram com alguma coisa, ou são discriminadas por serem gordinhas, vão procurar na comida uma fonte de prazer e saciedade”. A comida não deve ser encarada como solução para tudo. Senão, torna-se um ciclo vicioso: você come porque está chateado, ameniza o estresse, horas depois sente-se pior porque sabe que não fez a coisa certa e... come novamente para aliviar a tensão. Só que quanto mais gordos estamos, mais infelizes, desmotivados e ansiosos ficamos. Há também o fato de que ninguém se empanturra de alface nesses momentos. O excesso de alimentos industrializados, doces e gorduras só deixa o organismo mais irritado, cansado e doente. Procure sentir prazer na comida, mas de forma consciente. “É importante constatar quando se está satisfeito. A alimentação deve ser encarada com naturalidade”, afirma Simone. “Mude a relação que tem com a comida. Às vezes, acompanhamento médico e uso de remédios tornam-se fundamentais”. Se realmente não for possível manter a calma sozinho, não sinta vergonha de admitir que tem um problema e procurar ajuda.
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